O que são Business Angels e para que servem?

1. Quem são os “Business Angels”?

São capitalistas de risco individuais que cobrem as necessidades de financiamento a que o Capital de Risco institucional não dá resposta nomeadamente os projectos de capital semente e de capital inicial vulgarmente designado por startups.

Os Business Angels são assim, na sua maior parte, antigos empreendedores que alienaram, na totalidade ou em parte, o seu negócio e que pretendem reinvestir uma parte dos seus capitais em empresas que lhes possam permitir continuar a participar no «jogo» empresarial e obter resultados atractivos no futuro.

Daqui resulta que as motivações que se encontram subjacentes aos Business Angels reflectem o seu perfil: enquanto investidores pretendem conseguir uma mais-valia a médio prazo, no momento da venda ou entrada da empresa num mercado bolsista. Enquanto antigos empreendedores, procuram reviver – ou continuar a viver - o entusiasmo e a excitação que se encontram associados à criação de uma empresa, em especial no domínio das tecnologias de informação, onde o desenvolvimento é normalmente espectacular e rápido.

2. Para que servem os clubes de Business Angels?

Os Clubes de Business Angels traduzem-se em organizações de carácter informal que têm como principal objectivo constituir o ponto de encontro entre empreendedores que procuram capital e os investidores que procuram boas oportunidades de investimento.

Permitem assim aos empreendedores ter acesso a investidores idóneos mas de difícil acesso que, para além do capital, possuem experiência dentro de um determinado sector, ou seja, contactos profissionais que na fase de arranque são tão ou mais importantes que a componente dinheiro.

Por sua vez o CBA permite ao investidor escolher uma de entre diversas oportunidades, isto é, antes dos investidores profissionais e participar em empresas que possuem necessidades financeiras limitadas (entre 25.000 a 250.000 €) e em valorizações que se encontram ajustadas aos seus projectos actuais.

3. Como saber se uma empresa precisa um Business Angel?

Numa operação de Capital de Risco, o grau de liberdade de gestão do empreendedor pode variar muito, mas normalmente a gestão operacional fica 100% a cargo dele. O investidor fica normalmente com funções de assessoria à gestão.

Na nomenclatura anglo-saxónica existem dois termos que definem este tipo de relação: “hands-on” e “hands-off”. Quando um investidor é do segundo tipo, a sua contribuição é meramente financeira e todas as responsabilidades de gestão ficam a cargo do empreendedor. O investidor exige pouco mais do que um relatório mensal das actividades da empresa. De qualquer forma, os acordos parassociais definem qual o tipo de decisões que podem merecer aprovação do investidor (decisões estratégicas ou grandes investimentos).

Quando o investidor é “hands-on”, entra também com as suas competências ou contactos, e procura ter um envolvimento activo na gestão da empresa. Ele procura encorajar as equipas, estimulá-las e mantê-las, mas também dizer-lhes onde e quando elas se arriscam a desviar-se do rumo traçado.