Glossário de Capital de Risco

Burn Rate: a velocidade a que um negócio gasta os fundos fornecidos.

Business Angel: um investidor privado que não só financia pequenas empresas mas também lhes dá o benefício das suas qualificações.

Business Plan (Plano de Negócios): o documento feito pelos gestores para justificar a sua aproximação aos investidores para um possível financiamento. Este deve conter resumos das demonstrações financeiras passadas e previsionais. Também deve conter detalhes dos produtos ou serviços, mercados, estratégia futura e perfis dos gestores. No entanto não te prolongues muito. Muitos financiadores não querem mais do que um sumário executivo de duas páginas.

Carried Interest: acções ou opções sobre acções da empresa em que se investe cedidas ao capitalista de risco como parte do acordo de financiamento.

Corporate Venturing: a prática de uma grande empresa comprar uma pequena parcela de capital ou estabelecer uma joint venture (fusão de interesses entre uma empresa com um grupo econômico) com um negócio mais pequeno para beneficiar das qualificações especializadas da empresa mais pequena. A maior empresa fornece financiamento, apoio à gestão e canais de distribuição que não estariam disponíveis para a empresa mais pequena. A empresa menor fornece a sua capacidade de inovação e dá à maior empresa uma visão privilegiada dos produtos e tecnologias que está a desenvolver. As parcerias do tipo Corporate Venturing podem levar a uma aquisição da empresa menor pela empresa maior. Muitas empresas americanas e europeias costumam utilizar esta técnica.

Deal Flow: o número de propostas de investimento que chegam ao capitalista de risco.

Development Capital (Capital Desenvolvimento): capital de risco later stage investido dois ou três anos depois de o negócio se ter tornado maduro e necessita de fundos extra para se expandir. A maior parte dos capitalistas de risco estão de facto a fornecer capital de desenvolvimento. Os rendimentos são menores mas os riscos são também menores do que em investimentos early stage.

Exit (Saída): o momento em que o capitalista de risco realiza todo ou parte do seu investimento, ou conseguindo que a empresa passe a ser cotada em bolsa, ou vendendo a outra empresa ou investidor. Cada vez mais hipóteses de saída estão a aparecer e a lista também inclui um refinanciamento da empresa por outro grupo de capitalistas de risco ou a compra de todas as acções pelos gestores da própria empresa.

Hands on/hands off: alguns capitalistas de risco são muito activos junto das empresas em que investem e fornecem qualificações ao nível da gestão para as ajudar a desenvolver e em tempos difíceis. É difícil encontrar um investidor que não admita ser "hand on" mas muitos, em momentos de honestidade, irão admitir ser "hands off" ou investidores passivos.

Taxa Interna de Rentabilidade (TIR): esta taxa é calculada de diferentes formas por diferentes pessoas, mas basicamente é a taxa de rendimento anual do investidor. Inclui distribuições de dividendos e mais valias ou as mais valias decorrentes duma avaliação justa da empresa em que se investiu.

Lemons and plums (Limões e ameixas): os maus investimentos normalmente vão ao fundo enquanto que os bons originam lucros. Geralmente os limões amadurecem antes das ameixas.

Living dead: uma empresa em carteira que está a gerar alguns lucros mas que mostra poucos sinais de cativar as expectativas de grande crescimento por parte dos capitalistas de risco.

Management buy-in: a compra de uma empresa por um gestor ou equipa de gestores de fora dessa empresa com a ajuda de financiadores.

Management buy-out: a compra de uma empresa pela sua equipa de gestão com a ajuda de financiadores. Os buy-outs são financiados em grande parte por empréstimos garantidos pelos activos da própria empresa. A maior parte do capital próprio vem do capitalista de risco ou de outro financiador. A equipa de gestão contribui com uma pequena parte de capital comparada com o total de capital utilizado para a aquisição.

Management fee (Comissão de gestão): é um encargo anual correspondente a uma média de 2.5% do montante investido. Alguns investidores insistem que os grandes fundos que fazem investimentos later stage deveriam cobrar menos porque as empresas que têm em carteira necessitam de menos tempo de acompanhamento. Outros dizem que a comissão deveria ser menor à medida que os fundos amadurecem e menos investimentos novos são feitos.

Recovery financing ou turnaround financing (Capital recuperação): fornecido a empresas em dificuldades quando o capitalista de risco vê uma oportunidade de lucrar ou fazer a empresa dar lucro. Alguns capitalistas de risco contrataram especialistas em falências para identificar e gerir esses investimentos.

Refinancing (refinanciamento): pode ser um sinal de fracasso ou de sucesso. Se uma empresa tem um desempenho pobre pode necessitar de fundos adicionais. Da mesma forma, se o desempenho for muito bom, os accionistas podem decidir refinanciar o negócio em termos mais favoráveis para eles com os financiadores de capital de risco originais ou por vezes com um novo conjunto de financiadores.

Replacement capital (capital substituição): fundos fornecidos para permitir que um accionista possa vender parte ou toda a sua parcela de capital.

Second-round financing (Segunda ronda de financiamento): os capitalistas de risco raramente esperam que a primeira injecção de capital seja suficiente para cobrir as necessidades da empresa. Uma segunda ou mesmo terceira ronda de financiamento quase de certeza que vai ser necessária mais tarde à medida que o negócio cresce ou problemas imprevistos aparecem. Nesta altura o capitalista de risco original pode reduzir a sua percentagem de capital e trazer outros investidores para reduzir o risco.

Seed capital (Capital semente): quase sempre pequenos montantes de capital fornecido para transformar uma boa ideia num produto ou serviço comercializável. Pode estar ligado ao desenvolvimento do produto mas raramente envolve o marketing inicial. É a forma mais arriscada de capital de risco dado que o conceito, a tecnologia, o empreendedor e o mercado ainda não têm provas dadas. Por esta razão existe uma reduzida oferta deste tipo de capital. Alguns capitalistas de risco argumentam que o capital semente não deveria ser necessário porque a maior parte das pessoas tem a possibilidade de conseguir a mesma quantia utilizando as poupanças ou conseguindo uma hipoteca sobre a sua casa.

Spin-out: uma nova empresa constituída por um grupo maior para explorar novos desenvolvimento ou oportunidades de mercado recentes e onde a equipa de gestão e o capitalista de risco também têm uma quota do capital.

Star (Estrela): uma empresa que tem tanto sucesso que compensa por todos os fracassos e desempenhos medianos da carteira de um capitalista de risco.

Sweat equity (Capital suor): a percentagem extra do capital de uma empresa que é reservada para a equipa de gestão. As acções adicionais são vistas como uma motivação adicional e reflectem o facto de que é o trabalho duro dos gestores que pode fazer a iniciativa ter sucesso.

Trade sale (Venda comercial): a venda de uma empresa a um comprador institucional. Esta é a forma de saída mais comum para as empresas financiadas por capital de risco.

Venture capital (Capital de risco): financiamento de capitais próprios fornecido normalmente a empresas jovens e não cotadas para permitir que se comecem a desenvolver ou que se expandam. Estes fundos permitem à empresa ter uma base para conseguir financiamentos bancários adicionais e são uma fonte barata de capital nos estádios menos avançado no negócio porque os dividendos podem ser adiados até que a empresa comece a dar lucro.

Vulture capital: termo aplicado a um financiamento de capital de risco que dá ao capitalista de risco uma percentagem injustamente alta no capital da empresa.