Inovação Empresarial é …Está na moda falar em Inovação mas, quando se aborda esse tema, o entendimento não é homogéneo e surgem inúmeras questões. Mas afinal o que é a inovação??? Obviamente que, se entendimentos há muitos, definições muitas mais há. Mas, sem querer dar privilégio a nenhuma em particular, gostaria de transmitir uma que, a meu ver, transmite o essencial: Inovação é o processo de criação de algo novo numa organização ou no mercado, é um processo integral que se estende ao longo do tempo. Por este factor, surge já a oportunidade de fazer uma diferenciação em relação à invenção, pois esta é apenas a criação de algo diferente independentemente do uso que se lhe dê, o que contrapõe com a inovação que implica necessariamente uma utilização num ambiente específico. Mas, e falando exclusivamente de inovação, é conveniente salientar e esclarecer que esta não implica necessariamente o recurso a uma tecnologia, embora muitas vezes a mesma possa estar associada a um processo e/ou a um produto e serviço inovador. Assim, podemos falar de inovação em várias vertentes nomeadamente aquela que é “tecnológica”, isto é, que implica necessariamente a utilização de uma nova tecnologia e que geralmente envolve projectos de transferência de tecnologia e/ou de I&D. A que é “organizacional”, pois envolve uma mudança na organização interna da empresa, por exemplo ao nível dos processos internos da mesma. Como exemplo para este tipo de inovação é o caso da introdução do conceito de franchising. Este modelo de gestão, com sucesso confirmado nos dias de hoje, veio revolucionar o tipo de empresas em diversos sectores de actividade. Hoje é mesmo um sinónimo de confiança, de segurança, e de fidelidade a uma marca, o que representa um bom alicerce para o sucesso de uma actividade. A inovação pode ainda ser de carácter “ambiental” o que tem por base uma qualquer mudança que proteja o ambiente e/ou tenha por finalidade o desenvolvimento ambiental sustentado. Para ilustrar este ponto, poder-se-á referir o caso da empresa “Tetra Pak” que conseguiu apresentar um produto inovador ao mercado que compatibilizava a funcionalidade com aspectos relacionados com a preservação do ambiente. Podem surgir ainda inovações ao nível do “marketing” cuja principal finalidade é o aumento da quota de mercado e/ou penetração em alguns segmentos de mercado específicos, e ao nível do “processo” que implica uma alteração na cadeia de produção da empresa de modo a aumentar sua competitividade. No primeiro caso, e podendo recorrer-me a inúmeros exemplos, optei por escolher o caso da “Phillips Whirlpool” que apresentou uma máquina de lavar e de secar roupa do tamanho de um micro ondas para “facilitar a vida” às pessoas que vivem sozinhas, isto é, com agregados familiares muito pequenos, e deste modo penetrar no nicho de mercado que eles representam. Para o caso da inovação de “processo”, que tipicamente é aplicada no interior de uma organização, esta é, na maioria das vezes, suportada pelo recurso a uma tecnologia, isto é, a tecnologia surge como uma componente de apoio e agente facilitador e não como um elemento directo de ligação ao mercado. A introdução de call centers nas empresas pode muito bem representar este tipo de inovação. Assim e face ao que foi dito, não é obrigatório que, para termos uma postura de inovação, tenhamos de dominar a tecnologia. É sim necessário que tenhamos conhecimento! O conhecimento e o domínio sobre algo é que nos possibilitará apresentar algo diferente e com valor acrescentado face aos restantes. É óbvio que não é suficiente mas constitui por si uma parte significativa do sucesso. Deste modo, concluo com um desafio a todos os madeirenses para que reflictam também sobre este tema, que é sem dúvida um dos grandes desafios colocados às sociedades desenvolvidas do mundo actual, pois este é caracterizado por uma globalização e por uma concorrência crescente. |
